Terça-feira, 27.03.12

Tem sim, senhor!!!
Hoje é dia do Circo
Parabéns para quem se sente feito de palhaço pelos governantes, faz malabarismos no transporte público e  mágica para o salário durar até o final do mês!!!



thaiskomukai às 21:13 | link do post | comentar

Quinta-feira, 05.01.12

O que vou escrever é bastante íntimo e talvez não muito bonito. Mas é a verdade.

 

Enquanto pode, meu pai não deixou de me orientar sobre o que achava certo ou errado. Mas sempre me pareceu que eu fazia mais coisas desaprováveis, ou erradas, do que as certas, principalmente porque sempre fui muito repreendia sobre o errado, mas não me lembro de ter sido incetivada quando fazia o certo.

 

Por isso imagino que o meu pai e minha mãe tinham mais foco em orientar sobre o errado. De qualquer maneira, até minha adolescência eu não tinha muita noção sobre o que era certo e errado e como me comportar ou decidir.

 

Hoje, pela experiencia adquirida, eu acho que toda a confusão estava no fato de que a educação que eu recebia e o que eu assimiliava como exemplo do que era certo ou errado é que estavam divergindo.

 

Meu pai provavelmente me dizia que eu deveria ser uma pessoa boa. Ou pelo menos me repreendia quando eu não era. No entanto, nao me lembro do meu pai sendo bom com outras pessoas. Meu pai sempre me orientou estar sempre na compania dos meus irmãos. Mas eu nunca vi meu pai se aproximar dos irmãos, nem senti que ele tinha afeição pelos meus tios.


Lembro-me de ter ouvido várias vezes dele o péssimo jargão: "Não faça o que eu faço, faça o que eu mando...".

 

Minha mãe sempre foi mais coesa. Mas não puxou a responsabilidade de educar os seus filhos para si, sempre colocou a orientação do meu pai a frente de sua própria, e tinha uma visão distorcida da realidade porque confiava piamente nas concepções de meu pai. E o engraçado é que, acho que minha mãe trouxe mais exemplos bons para mim, porque mesmo sem impor nenhuma educação (sempre prevaleceu a eduacação do meu pai), seu modo de ser coeso era mais fácil de entender. Mas não foi suficiente. E isto é dano irreversível para quem já viveu mais de 30 anos, creio, de modo que me sinto meio sem um exemplo consistente de caráter.

 

Hoje é bem mais claro para mim que nossos filhos são a combinação genética dos pais mais o que ensinamos e em outra parte o exemplo que damos. Tanto que este é um ponto que muito me assusta quando penso em ser mãe. Posso ensinar várias coisas, mas devo ser um péssimo exemplo para algumas características que gostaria que meus filhos tivessem.

 

Vi esta reportagem abaixo de um pais que deixou algumas lições de vida para os filhos pequenos antes de falecer e gostei muito, gostaria de ter recebido esta educação e estes exemplos de vida:

 

“Nessas últimas semanas, depois de saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês crescem. Estive pensando sobre o que realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.

As três virtudes mais importantes são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito orgulhoso de vocês. Estou dando conselhos a vocês. Esses são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse. Amo muito vocês. Não se esqueçam disso.


Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.

Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.

Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.

Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.

Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.

Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.

Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.

Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.

Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.

Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.

Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.

Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.

Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.

Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.

Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.

Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.

Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.

Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.

Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.

Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.

Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.

Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.

Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.

Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.

Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.

Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!

E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.

Amo vocês com todo meu coração,

Papai”


 


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thaiskomukai às 16:02 | link do post | comentar

Domingo, 23.10.11

Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti

 

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. (1972)

 

***

 

Este texto foi utilizado em um dos jogos teatrais que participei no Macunaíma. É lindo e profundo, e o postei exatamente porque acho se estava se encaixando demais em minha rotina. Apesar disto estar me encomodando. Até que entrei neste curso de teatro. Estou sentindo uma sensaçao ótima de liberdade, leveza e certo quê de terra do nuca. Agora fica parecendo que eu atuo durante o tempo em que estou trabalhando e, só quando saio de lá, sou eu mesma.



thaiskomukai às 17:28 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.03.11

Linhas, itinerários, tarifas e Horários de ônibus intermunicipais:

 

http://www.emtu.sp.gov.br/linha/buscanumeroh.htm?m=4

 

Display do andamento dos vôos no Aeroporto:

 

http://www.aeroportoguarulhos.net/horario-voos-aeroporto-guarulhos

 

Agenda Cultural da cidade:

 

http://www.guarulhos.sp.gov.br/05_cidade/agendacultural.html

 


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thaiskomukai às 20:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 21.01.11

Restaurante Japa com ótimo sashimi (daqueles que se desfaz na boca, nham) e com um esquema de rodízio que evita o desperdício, pois os garçons oferecem os sushis mesa a mesa e você é servido somente do que quer comer.

O clima é ótimo e fomos bem atendidos.

R$49,90 (rodízio com 11 fatias de sashimi)
Bebi: Chá Branco com Lichia e Água



thaiskomukai às 17:40 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.12.10

Ambiente rústico, pé direito alto, tijolos aparentes, madeira de demolição e chão de cimento. Nas costas um vitrô gigante, muitas árvores e o tênis clube aos fundos.

 

Rua Apeninos, 637 São Paulo, 01533-010 - (0xx)11 3289-0822 - de frente com a Unip.
www.olariabar.com.br

 

Fui: Almoçar em 17/12
Pedi: Picanha + 2 guarnições + Coca zero
Gastei: R$25

 

  • Tem entradinha de vinagrete e pão;
  • 1 picanha dá para 2;
  • Podia ter mais uma guarnição;
  • Não tem comanda individual.

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thaiskomukai às 19:07 | link do post | comentar

Função no word para comparar diversas versões de um arquivo ".doc" que foi revisado por várias pessoas.

  • Abrir arquivo 1
  • Ferramentas >> Comparar e mesclar documentos
  • Escolher arquivo 2
  • Decidir em qual dos 2 a mesclagem será realizada
  • OK

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thaiskomukai às 13:05 | link do post | comentar

Terça-feira, 26.10.10

ALT+PRINT SCREEN = CAPTURA APENAS A TELA QUE ESTÁ ATIVA (A FRENTE).

 

QUANTOS PRINTS COM TROCENTOS PROGRAMAS ABERTOS PARA APRENDER ESTE TRUQUE!


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thaiskomukai às 12:45 | link do post | comentar

Sexta-feira, 12.03.10

O ônibus desce a Cardeal e eu desço na Lacerda. Atravesso 1,2 e 3 ruas. Atravesso mais uma vez para mudar de calçada. Os jovens chegam para as reuniões do 1º emprego. 1ª esquerda, chão sujo, vomitado. Homens descarregam carne no mercadão de Pinheiros. Sete e meia da manhã e tem gente tomando cerveja no Pantera´s club. A música ainda é alta. E brega. Happy hour das moças da vida e dos seguranças das boates do quarteirão.

Contorno o mercadão e atravesso mais uma vez. Entro na viela de paralelepipedo e sigo o fluxo dos empregados que chegam cedo. Faria Lima. Ou não Faria? Entro no barzinho de chão, parede e teto branco. Todos os funcionários me conhecem e eu conheço a todos. Mas não sei o nome de ninguém. O lugar é simples e limpo. E mais em conta. E não deixa cheiro de chapa na gente. O "Amizade" é bem mais caro e a gente sai defumado. Pego meu café para viagem e estou quase lá. Atravesso mais uma vez e fico do lado do sol. Atchim. O marronzinho me deseja saúde. Continuo na calçada, vejo meu cabelo e minha roupa no reflexo do prédio vizinho. Atravesso a cancela, desejo bom dia aos funcionários da recepção. Sento no sofá e procuro, procuro meu crachá. Todo dia.


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thaiskomukai às 21:44 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28.12.09

Ouvi esta receita de uma tia para outra em alguma festa de fim de ano. Memorizei e assim que deu digitei...

O melhor mazei gohan do mundo (e eu vou tentar fazê-lo esta semana) !!

 

 

2 copos americanos de arroz comum
2 copos americanos de arroz japonês
1 envelope de Hondashi
2 colheres de chá de açucar
aji-no-moto a gosto
7 shitakes hidratados (colocar na agua no dia anterior)
5 copos americanos de agua (aproveitar a agua de hidratação do shitake)
1 copo americano com a seguinte mistura:
2 dedos de óleo e o restante de shoyu

Misturar tudo e colocar na paneja de arroz japonesa


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thaiskomukai às 19:08 | link do post | comentar

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